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16/08/2013

Mercado imobiliário brasileiros está longe da estagnação

Mercado amadureceu, mas a demanda ainda é grande, diz especialista

 

O oba-oba já passou, mas o mercado imobiliário brasileiro ainda tem muito potencial a ser explorado. Com um déficit habitacional de mais de 5 milhões de unidades, a demanda vai continuar alta e promissora até, pelo menos, as Olimpíadas de 2016, prevêem profissionais do setor. Porém, segundo o consultor Telmo Bauler, da Laguna & Bauler Consultoria, é preciso profissionalização da equipe para não perder espaço no mercado que se torna “mais amadurecido”. Esses e outros pontos serão apresentados hoje, pelo consultor, na palestra Panorama Futuro para o Mercado Imobiliário, na programação do 54º Encontro da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI). A palestra será às 15 horas, no Hotel Blue Tree Premium.

A palestra vai englobar os três segmentos do mercado imobiliário – administração de condomínios, locação e vendas. “Quando se fala em mercado, pensa-se logo em vendas. Mas essas são apenas uma parcela do todo. As empresas podem crescer com as outras também”, afirma Bauler. De acordo com ele, muitos imobiliaristas estão se queixando de uma certa “estagnação” em vendas. “Mas essa estagnação só está presente para quem não se preparou”, garante ele, tomando por base o preço médio nacional do metro quadrado, que dobrou em um ano. “O IPCA ficou, em julho, em 3,18% enquanto o preço do metro quadrado subiu 7,3% no ano. Só há aumento quando há demanda. Então, por que empresas estão vendo estagnação?”

Para Bauler, o aumento na taxa básica de juros e o crédito imobiliário ainda insuficiente, aliados ao endividamento da população e ao índice de inadimplência - além de uma visão mais consciente de consumo - podem ter tornado o mercado mais cauteloso. “O oba-oba de alguns anos, onde tudo praticamente se vendia sozinho, acabou. Mas temos ainda o crédito fácil, um índice de desemprego baixo – o mais baixo da história – e o fato de termos uma cultura onde o imóvel ainda é um investimento de grande atratibilidade porque é seguro. Além disso, a casa própria é o sonho de praticamente todo brasileiro.”

Traduzindo isso para o mercado imobiliário, Bauler afirma que as imobiliárias terão “um pouco mais de trabalho” para conquistar vendas. “Com exceção dos lançamentos-conceito, que já têm um público dirigido, as empresas precisarão ter equipes cada vez mais preparadas para negociações mais profissionais.” Hoje, segundo ele, a cada 25 atendimentos, o corretor médio agenda cinco visitas, que geram duas propostas e um contrato. “É preciso render.”

A profissionalização é uma das preocupações do encontro da ABMI. Tanto que foi lançado, ontem, um curso de Educação à Distância (EAD), criado especialmente pela associação para atender seus 50 mil corretores de imóveis. O curso é desenvolvido pela empresa Partager, especializada em EAD para capacitação, “de forma a gerar diferenciais percebidos pelos clientes, que impulsionem negócios, com segurança e excelente atendimento”, segundo o diretor de relacionamento da ABMI, Fernando Gonçalves dos Reis. O curso tratará de temas que vão de técnicas de vendas à programação neurolinguística. “Também haverá módulos envolvendo negociação, aspectos legais e até aspectos éticos e a filosofia de trabalho das associadas à ABMI.”

     16/08/2013 | 00:01 Telma Elorza – Jornal de Londrina

    http://www.jornaldelondrina.com.br/imoveis/conteudo.phtml?tl=1&id=1400039&tit=Mercado-imobiliario-brasileiros-esta-longe-da-estagnacao

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